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Gravidez: o que deve e o que não deve comer - Parte I
Durante a gravidez, a alimentação tem um papel essencial, uma vez que contribui para uma boa saúde física e psicológica e assegura o crescimento e correcto desenvolvimento do seu bebé. O seu corpo precisa de muita energia e deve alimentar-se bem para cobrir todas as suas necessidades e as do seu bebé. A quantidade de energia necessária aumenta aproximadamente 10%, mas cada mulher tem uma determinada corpulência e o seu próprio metabolismo. Uma alimentação equilibrada evita alguns problemas que se agravam durante a gravidez, tais como a fadiga, a prisão de ventre, o excesso de peso, a anemia, a descalcificação, etc.
O que não pode faltar?
A alimentação deve estar baseada numa distribuição harmoniosa de lípidos (gorduras), glúcidos (açúcares), prótidos (proteínas) e minerais.
-Gorduras animais: Proporciona a vitamina A, que assegura o bom desenvolvimento do sistema visual do bebé e encontram-se na manteiga, na nata, no leite, etc.
-Gorduras vegetais: Ajuda à construção das membranas das células e estão presentes no azeite, no óleo de girassol, etc.
-Ácidos gordos: Participam no desenvolvimento do cérebro do feto e podem ser encontrados no salmão, arenques, sardinhas, etc.
-Proteínas animais: Presentes na carne, peixe, ovos, etc. São alimentos chave para o desenvolvimento do embrião já que asseguram o seu crescimento. É necessária uma média de 70g por dia. A carne vermelha, consumida duas ou três vezes por semana garante o aporte de ferro indispensável para a fabricação de glóbulos vermelhos e previne a anemia na futura mãe.
-Cálcio: Os produtos lácteos são ricos neste mineral, também as frutas, verduras, etc. As necessidades de cálcio aumentam de 900mg a 1200mg por dia ao longo da gravidez. O cálcio participa na formação dos ossos e dos dentes do futuro bebé e reduz a frequência de transtornos da tensão durante a gravidez. 300mg de cálcio equivalem a uma tigela de 250ml de leite, a 2 iogurtes, a 300 g de queijo branco, a 1 k de laranjas, etc.
-Vitaminas: São necessárias no nosso organismo e têm um papel importantíssimo para o bom desenvolvimento do feto. A gravidez aumenta sensivelmente as necessidades, como é o caso da vitamina B9 ou do ácido fólico. Uma carência deste pode, entre outras coisas, provocar uma anomalia na formação da espinha dorsal (espinha bífida) ou um parto prematuro. O organismo não fabrica a vitamina B9 por isso é através da alimentação que suprimimos a sua ausência. O ácido fólico encontra-se em grande quantidade (entre 100µg e 100g) no patê, nos espinafres, na alface, nas nozes, nas amêndoas, nos amendoins, no melão, etc. e em menor quantidade nos abacates, na couve, nas endívias, nas alcachofras, nos ovos, nas laranjas, nas bananas, no arroz, no farelo, no milho, etc.
-Hidratos de carbono: Encontra-os na massa, no pão, nas batatas, nos legumes. O seu consumo aumentará a sua energia durante os nove meses de gestação.
Alimentos perigosos
Mesmo que tenha uma alimentação saudável, deve saber que existem determinados alimentos aos quais deve renunciar para evitar infecções ou outros riscos para o seu bebé.
-Queijos sem pasteurizar: Escolha queijos curados, de consistência dura e pasteurizados, e retire a casca. Não coma queijos macios, azuis ou os que tenham bolor, como o Cabrales, o Camembert, etc. já que podem conter uma bactéria chamada listeria. Pode comer queijo fundido, porque a listeria não aguenta o calor.
-Ovos: Existe o risco de contrair salmonela. Para evitá-lo, não coma alimentos que contenham ovo cru ou pouco cozinhado, como a maionese caseira, as omeletas pouco cozinhadas, os cremes ou as sobremesas feitas com ovo cru como o tiramisú.
-Carne: O parasita responsável da toxoplasmosis desenvolve-se nos animais que comem erva, contaminada pelas fezes de gatos, e permanece na carne crua. Por isso deve abster-te de consumir carnes que não estejam cozinhadas, como o carpaccio, o steak tartar, os enchidos não curados, etc. Além disso, é necessário lavar bem as mãos e escovar as unhas depois de manipular a carne. O mesmo acontece com as frutas e as verduras se as vai consumir cruas, já que podem ter estado em contacto com terra abonada com excrementos portadores do parasita.
-Vitamina A: Pode ser perigosa para o seu bebé, já que pode ser a causa de malformações no feto. Por esta razão recomenda-se não comer alimentos com alto conteúdo em vitamina A, como o fígado, nos três primeiros meses de gestação.
-Peixe: Evite os peixes e os mariscos fumados, marinados ou crus já que podem transmitir a listeria.
-Café, chá e álcool: Alguns estudos demonstraram que um consumo superior a 300mg de cafeína (três chávenas de café ou seis de chá diárias) está relacionado com o risco de aborto. Por isso tente não passar desta quantidade para não correr nenhum perigo. Em relação ao álcool, o mais recomendável é prescindir completamente dele. |